Neil Young no Primavera Sound, em 2009; fotografia posterior à disputa com a Geffen. Foto: Alterna2 / Wikimedia Commons. CC BY 2.0. Redimensionamento e conversão para WebP.
A Geffen entrou em conflito com Neil Young por causa dos discos que ele entregava. A gravadora alegou que as gravações eram pouco comerciais e não correspondiam ao trabalho que esperava do músico. Young contestou a ação.
Os álbuns e os valores pedidos
A cronologia da PBS para American Masters situa Trans e Everybody’s Rockin’ em 1983 e registra a disputa. A Geffen pediu mais de US$ 3 milhões; Young apresentou uma ação de US$ 21 milhões. As duas demandas acabaram retiradas depois de um conflito que durou mais de um ano.
Esses valores eram pedidos das partes, não indenizações concedidas.
Como Young contou a história
Na entrevista ao arquivo da PBS, Young disse ter se sentido processado por fazer seu próprio trabalho. Recordou uma disputa conduzida por advogados, durante a qual não conversou com David Geffen.
Eric Eisner, ex-presidente da gravadora, apresentou outra lembrança ao mesmo projeto. Associou o problema a cláusulas contratuais e royalties, mas ressalvou que poderia estar recordando de forma incorreta.
Os depoimentos divergem sobre a origem do atrito. O desfecho registrado pela cronologia é mais simples: as ações foram retiradas. Não há, nessa fonte, uma vitória de US$ 21 milhões para Young.
O conflito sobre distribuição de gravações aparece em Metallica contra Napster. No caso da Geffen, a cobrança alcançava os discos que o artista escolhia produzir.


