Lançado em 1975, Paêbirú reúne Lula Côrtes e Zé Ramalho em um álbum duplo cujos quatro lados correspondem a terra, ar, fogo e água. Essa divisão organiza o repertório e faz do formato físico parte da proposta: a passagem de um lado para outro também muda o elemento que orienta a escuta.
O disco foi gravado nos estúdios da Rozenblit, no Recife, entre outubro e dezembro de 1974. O período consta tanto da ficha do Instituto Memória Musical Brasileira quanto do registro da edição original no Discogs. O lançamento saiu pelo selo Solar, com o catálogo LP 100.001.
Uma parceria com muitos participantes
Lula Côrtes e Zé Ramalho assinam composição e arranjos e aparecem associados a vários instrumentos. Nos créditos do exemplar de 1975, Lula toca, entre outros, tricórdio, cítara, guitarra e percussão. Zé participa com guitarras, baixo, instrumentos de cordas e voz.
O trabalho também reúne músicos que ajudaram a ampliar suas possibilidades. Geraldo Azevedo aparece nos créditos de violão e vozes de faixas do lado Ar. Alceu Valença é creditado por voz e percussão com pente. As fichas registram ainda músicos como Paulo Rafael, Lailson e Marconi Notaro.
Essas funções não devem ser estendidas automaticamente a todas as faixas. O catálogo registra posições específicas para parte dos participantes. Consultá-las permite perceber que o álbum resulta de diferentes encontros, e não de uma formação fixa tocando sempre da mesma maneira.
Katia Mesel assina a parte gráfica; Fred Mesel e Paulinho da Macedonia são os fotógrafos identificados na ficha. Hélio Ricardo aparece em gravação, mixagem e efeitos. A apresentação do LP inclui, portanto, um trabalho visual e técnico que acompanha a música.
Como os quatro elementos aparecem no repertório
O lado Terra começa com a sequência “Trilha de Sumé”, “Culto à Terra” e “Bailado das Muscarias”. Dependendo da edição e do formato de reprodução, esses movimentos podem aparecer agrupados ou separados. Por isso, uma contagem diferente de faixas não prova, por si só, que falta música.
No lado Ar estão “Harpa dos Ares”, “Não Existe Molhado Igual ao Pranto” e “Omm”. Fogo reúne “Raga dos Raios”, “Nas Paredes da Pedra Encantada, os Segredos Talhados por Sumé” e “Marácas de Fogo”. Água traz, entre outros títulos, “Louvação a Iemanjá” e uma retomada de “Trilha de Sumé”.
A edição digital apresentada pela Mr Bongo separa o programa em catorze entradas. A organização dos lados no LP ajuda a entender por que esse total não deve ser comparado mecanicamente com listas que agrupam movimentos.
Para ouvir uma passagem do lado Ar, o registro abaixo apresenta “Harpa dos Ares (Ar)”, distribuído pela Rozenblit no canal oficial Zé Ramalho. A data dessa disponibilização digital não é a data do LP original.
Edições e histórias que precisam ser separadas
O original consultado é um álbum de dois LPs, com capa dupla e livreto de oito páginas. Já a reedição britânica Mr Bongo de 2008, catálogo MRBLP050, registra um encarte com notas e imagens da apresentação original. Esses componentes ajudam a identificar o que acompanha cada exemplar.
Também existem divergências nos relatos sobre a raridade do disco. A apresentação da Mr Bongo menciona um incêndio em 1974; o verbete da Wikipédia relata uma enchente em 1975. Essas versões divergem no acontecimento e na data. A comparação das fontes consultadas não permite tratá-las como uma única história confirmada, nem estabelecer aqui uma quantidade exata de cópias sobreviventes.
A música e a edição podem ser examinadas sem depender dessa contagem. Antes de comprar, confira o catálogo, os quatro lados, os encartes e as fotos do item oferecido. O guia de identificação do VINIL mostra como fazer essa comparação.
Para começar a escuta, acompanhar Terra, Ar, Fogo e Água na ordem do LP preserva a divisão proposta pelos autores. Depois, os créditos oferecem outros caminhos para conhecer os músicos que participaram dessas sessões.
Fontes e créditos
- Discogs — Paêbirú, edição de 1975
- Discogs — reedição de 2008
- IMMuB — ficha do álbum
- Mr Bongo — Paêbirú
- Wikipédia — Paêbirú
- Harpa dos Ares (Ar) — Zé Ramalho.
Reprodução da capa de Paêbirú (Solar, 1975), via Discogs. Projeto gráfico: Katia Mesel; fotografias creditadas no disco a Fred Mesel e Paulinho da Macedonia, sem individualização desta imagem. Autorização específica de uso não confirmada.
Texto escrito com auxílio de inteligência artificial. Não houve teste de reprodução de exemplares físicos.


