Judas Priest: o julgamento de 1990 e as mensagens subliminares

O Judas Priest enfrentou uma ação civil em Nevada em 1990. Familiares de Raymond Belknap e James Vance alegaram que comandos subliminares na gravação de “Better by You, Better than Me” teriam provocado os acont
Rob Halford no palco em Plymouth em março de 2005

Rob Halford em Plymouth, em março de 2005; a imagem não registra o julgamento de 1990. Foto: Pablo BM / Wikimedia Commons. CC BY 2.0. Redimensionamento e conversão para WebP.

O Judas Priest enfrentou uma ação civil em Nevada em 1990. Familiares de Raymond Belknap e James Vance alegaram que comandos subliminares na gravação de “Better by You, Better than Me” teriam provocado os acontecimentos que atingiram os dois jovens. O juiz rejeitou o pedido.

O que a banda respondeu

Rob Halford negou a inclusão de mensagens ocultas, conforme a cobertura da UPI durante o julgamento. A discussão envolvia a existência dos sons apontados, sua suposta inserção intencional e a alegação de que teriam causado as ações dos jovens.

O psiquiatra Donald Lunde também contestou essa relação em depoimento noticiado pela agência. Sua posição fazia parte da prova examinada no processo.

A decisão

Em agosto de 1990, o juiz Jerry Whitehead não reconheceu a responsabilidade alegada pelas famílias. A reportagem da UPI sobre o resultado registra que não ficou demonstrada a inserção intencional dos comandos nem a relação causal apresentada na ação.

A CBS recebeu uma sanção de US$ 40 mil por um problema relativo à apresentação de gravações. Essa penalidade não foi uma condenação do Judas Priest pelos acontecimentos discutidos.

Cinco anos antes, o debate sobre o conteúdo dos discos havia levado Dee Snider, Frank Zappa e John Denver ao Senado. Aquela audiência e o julgamento de Nevada tiveram procedimentos e resultados diferentes.