John Lennon em Hillegom, nos Países Baixos, em 5 de junho de 1964, dois anos antes da entrevista que provocou a polêmica. Foto: Eric Koch / Anefo, acervo Nationaal Archief / Wikimedia Commons. CC0. Imagem convertida para WebP.
A frase de John Lennon sobre os Beatles serem “mais populares que Jesus” saiu no London Evening Standard em 4 de março de 1966. Meses depois, o músico respondeu a perguntas sobre boicotes, queima de discos e segurança durante a turnê.
A entrevista de Maureen Cleave
O perfil original, reproduzido pelo Beatles Bible, abordava a rotina e as opiniões de Lennon. A comparação surgiu quando ele falava do declínio que percebia na influência do cristianismo. Não era uma letra nem uma fala feita durante um show.
A explicação em Chicago
Na coletiva de 11 de agosto de 1966, Lennon disse que se referia à popularidade, sobretudo entre jovens na Inglaterra. Negou estar afirmando que os Beatles eram moralmente superiores a Jesus e usou a televisão como outra comparação possível.
Também manifestou arrependimento pela confusão e preocupação com a reação durante a turnê. As perguntas dos jornalistas mostram que o assunto já havia se tornado uma questão de segurança e de agenda para a banda.
A frase publicada em março e a explicação de agosto pertencem à mesma história. Trocar “mais populares” por “melhores” altera o que Lennon disse.
Para acompanhar o trabalho posterior do grupo, veja o Álbum Branco and a separação dos Beatles. Os shows do Queen em Sun City provocaram outra controvérsia política.


