Pearl Jam contra Ticketmaster: por que a banda queria ingressos abaixo de US$ 20

Em 1994, o Pearl Jam propôs ingressos de até US$ 18, com taxa de serviço limitada a 10%. A conta manteria o total abaixo de US$ 20. A tentativa levou a banda a enfrentar a Ticketmaster e expor sua posição ao Co
Eddie Vedder ao microfone e Jeff Ament no palco com o Pearl Jam em 1991

Pearl Jam no Club Babyhead, em Providence, em 15 de julho de 1991, antes da disputa de 1994. Foto: perfectrx / Wikimedia Commons. CC BY 2.0. Imagem convertida para WebP.

Em 1994, o Pearl Jam propôs ingressos de até US$ 18, com taxa de serviço limitada a 10%. A conta manteria o total abaixo de US$ 20. A tentativa levou a banda a enfrentar a Ticketmaster e expor sua posição ao Congresso dos Estados Unidos.

O preço defendido pelos músicos

A declaração de 30 de junho de 1994 argumentava que muitos fãs eram adolescentes com pouco dinheiro. A banda dizia não receber parte das taxas e apontava contratos de exclusividade com casas de shows como obstáculo para usar outra bilheteria.

Eram as alegações do Pearl Jam, com valores em dólares de 1994. A apresentação ao Congresso não era uma decisão judicial contra a empresa.

A dificuldade de organizar a turnê

Na audiência de 2009, Hank Johnson recordou o cancelamento da turnê de verão de 1994. Irving Azoff, então dirigente da Ticketmaster, explicou que as taxas envolviam processamento de pagamentos e repasses aos locais. Sua redução, segundo ele, exigia a concordância das casas.

Um relatório do Senado registra que o Departamento de Justiça não deu seguimento à reclamação da banda. O confronto não terminou com uma vitória judicial do Pearl Jam.

A controvérsia girava em torno do custo final para o fã e de quem podia determinar cada cobrança. Outra disputa empresarial está em Metallica contra Napster.