Brian May em maio de 2012; fotografia posterior aos shows em Sun City. Foto: Mark Kent / Wikimedia Commons. CC BY-SA 2.0. Redimensionamento e conversão para WebP.
O Queen tocou em Sun City em outubro de 1984, conforme o arquivo oficial da turnê, durante o boicote cultural ao apartheid. A decisão recebeu críticas porque artistas internacionais eram pressionados a não se apresentar em locais associados ao regime sul-africano.
Onde ficava Sun City
O complexo estava em Bophuthatswana, um bantustão criado pelo apartheid. O relatório de 1984 do Comitê Especial da ONU contra o Apartheid discutia o uso de Sun City para atrair artistas e turistas e contestava a tentativa de apresentar o lugar como separado do problema político.
Era nesse contexto que os shows do Queen eram avaliados. A controvérsia envolvia o efeito da presença de uma banda internacional ali, além das intenções declaradas pelos músicos.
O que May e Taylor disseram
Brian May voltou ao assunto em 2012. Defendeu que o Queen queria tocar para as pessoas e afirmou que os shows tiveram público sem segregação. Também procurou distinguir o local da África do Sul.
Na entrevista ao programa The Hour em 2007, Roger Taylor descreveu a decisão como bem-intencionada, mas possivelmente ingênua. May manteve sua defesa de tocar para um público misto.
Os depoimentos registram as explicações dos músicos. Não equivalem a uma declaração de apoio ao apartheid; tampouco retiram Sun City do contexto territorial e político apontado pela ONU.
Outra declaração que provocou reações públicas foi a comparação de John Lennon entre a popularidade dos Beatles e a de Jesus, em 1966.


