My Sweet Lord: o que a Justiça decidiu sobre George Harrison

Em 1976, George Harrison perdeu uma ação civil sobre a composição de “My Sweet Lord”. O juiz Richard Owen reconheceu violação dos direitos de “He’s So Fine”, de Ronald Mack, gravada pelas Chiffons. Ao mesmo tem
Retrato de George Harrison na Casa Branca em dezembro de 1974

George Harrison na Casa Branca, em dezembro de 1974; fotografia anterior à decisão de 1976. Foto: David Hume Kennerly / Wikimedia Commons. Domínio público — acervo do governo dos EUA. Redimensionamento e conversão para WebP.

Em 1976, George Harrison perdeu uma ação civil sobre a composição de “My Sweet Lord”. O juiz Richard Owen reconheceu violação dos direitos de “He’s So Fine”, de Ronald Mack, gravada pelas Chiffons. Ao mesmo tempo, não considerou que Harrison tivesse copiado a melodia deliberadamente.

A comparação entre as canções

A decisão de Bright Tunes Music contra Harrisongs examina as sequências melódicas e o conhecimento que Harrison poderia ter da canção anterior. O documento é de agosto de 1976, com alteração em setembro.

Owen concluiu que houve reprodução subconsciente. Na avaliação do juiz, a ausência de intenção de copiar não afastava a infração autoral.

Tratava-se de responsabilidade civil. Harrison não recebeu uma condenação criminal nesse processo. A decisão também deixou a apuração dos prejuízos para outra etapa; os valores de fases posteriores não devem ser apresentados como parte do mesmo julgamento de 1976.

A resposta no repertório

“This Song” saiu em Thirty Three & 1/3, de 1976. O catálogo oficial de Harrison lista a faixa e o álbum daquele período.

O caso ficou conhecido pela diferença entre a intenção atribuída ao compositor e a responsabilidade reconhecida pelo tribunal. A decisão escrita permite conferir ambos os pontos sem reduzir a história à acusação de uma fraude consciente.

Décadas depois, a disputa entre Stairway to Heaven e Taurus teve resultado favorável ao Led Zeppelin.