Fim dos Beatles: por que a separação não aconteceu em um único dia

John Lennon comunicou aos colegas que queria deixar os Beatles em 1969. O anúncio público de Paul McCartney veio em 1970; a dissolução da sociedade passou pela Justiça.
Os quatro Beatles acenando na chegada ao aeroporto JFK em 1964

Os Beatles chegam ao aeroporto JFK, em Nova York, em 7 de fevereiro de 1964, seis anos antes do anúncio público da separação. Foto: UPI; fotógrafo não identificado / Wikimedia Commons. Domínio público. Imagem convertida para WebP.

John Lennon comunicou aos colegas que queria deixar os Beatles em 1969. O público só receberia um anúncio de afastamento meses depois, com o lançamento solo de Paul McCartney. A dissolução da sociedade ainda passaria pela Justiça.

A saída privada de Lennon

A palestra do Judiciário britânico sobre os Beatles e o direito situa a conversa de Lennon em 1969. Sua decisão ficou fora dos comunicados públicos durante um período de negociações comerciais.

Havia também um impasse na administração: Lennon, George Harrison e Ringo Starr apoiavam Allen Klein; McCartney não. Os quatro compartilhavam contratos e interesses empresariais, mesmo com a parceria musical se desfazendo.

Abril e dezembro de 1970

No questionário divulgado com seu primeiro álbum solo, em abril de 1970, Paul mencionou diferenças pessoais, musicais e de negócios. Não definiu o afastamento como temporário ou permanente, mas disse não prever novas gravações com os Beatles naquele momento.

Let It Be saiu em 8 de maio, com produção creditada a Phil Spector. Seu lançamento não significava a retomada do trabalho dos quatro: o material já havia sido gravado.

Em 31 de dezembro de 1970, McCartney entrou com uma ação para dissolver a sociedade. A conversa de Lennon, o comunicado de Paul e o processo eram três etapas do rompimento.

Para ouvir a fase anterior, veja o Álbum Branco. A saída de Noel Gallagher do Oasis oferece outra história de separação entre parceiros de longa data.